CEEAC pretende financiar plano de desenvolvimento agrícola para arquipélago
São
Tomé, 09
de
Fevereiro
2012
(vitrina)
- O Programa Detalhado para o Desenvolvimento da Agricultura em África (PDDAA), financiamento do Banco Mundial foi lançado na capital são-tomense.
Aprovado pela União Africana e adoptado consensualmente em 2003, em Maputo, pelos países africanos, o PDDAA é executado nos países da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC).
Um dos objectivos é que os países africanos atinjam um crescimento agrícola anual de cinco por cento. Mas para que isso seja possível, torna-se necessário que os governos afectem pelo menos 10% do seu orçamento de estado anual para o sector agrícola.
O lançamento do projecto na capital são-tomense visa “reunir todos os intervenientes neste sector (agrícola), nomeadamente deputados, governo e cooperativas”, para que a CEEAC possa preparar um plano de investimento agrícola para São Tomé e príncipe.
São Tomé e Príncipe é o sexto país da sub-região da África central, onde o evento é realizado, depois de percorrer o Tchad, Congo, Republica Centro Africana e Burundi.
“A intenção é permitir que a agricultura assuma o papel de maior impulsionador do desenvolvimento nacional em cada um dos estados da sub-região da África central”, disse Joel Beassen representante do PDDAA.
O lançamento oficial do programa Detalhado de Desenvolvimento Agrícola em África será seguido da realização de um atelier para a preparação do Pacto PDDAA, uma convenção que a nível nacional o governo deverá assinar com os autores que intervêm nos diferentes sectores da agricultura.
Mas para o ministro são-tomense do plano e desenvolvimento, o país já tem uma Carta Politica Agrícola, para os sectores de desenvolvimento rural e pesca de 2006 que “traça um conjunto de directrizes, estratégias, politicas, programas, subprogramas e projectos para promover o investimento e desenvolvimento sustentável do sector agrícola a curto médio e longo prazos”.
O governo defende o aumento e diversificação agrícola de culturas alimentares, diminuindo a dependência dos produtos importados e favorecer a entrada dos produtos nacionais nos mercados internacionais, sobretudo da sub-região.
Apesar das medidas já adotadas no sentido de se atingir um tal desiderato, continuamos com o sentimento de que só com reformas persistentes através de melhorias através do dialogo interinstitucional e o reforço organizacional de competências e capacidades técnicas estaremos em condições de atingir as metas a que propusemos”, disse o ministro Agostinho Fernandes.
Esses resultados passam ainda, segundo o governante são-tomense pela clarificação dos objectivos prioritários do país e os papeis e responsabilidades das diferentes partes envolvidas no processo e identificar os meios mais adequados para assegurar a sua adesão. M. Barros