Governo são-tomense promete ajustar preços dos combustíveis em Novembro

Vitrina 29 set – Os preços dos combustíveis em são Tomé e Príncipe vão ser “ajustados” o mais tardar “até final de Novembro de 2016”, indica um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) que o Vitrina teve hoje acesso.

Segundo esse relatório, a decisão de ajustar o preço dos combustíveis até novembro é um compromisso assumido pelo executivo do primeiro-ministro Patrice Trovoada com o FMI.

O relatório do FMI sublinha ainda que tais ajustes “estão em atraso” e visam resolver “o já antigo problema de acumulação de atrasos internos que tem vindo a afetar os esforços de consolidação orçamental”.

Há vários anos que o preço da gasolina é vendido a 26 mil Dobras o litro (1 euro equivale a 24,5 mil dobras (moeda local), o gasóleo a 21 mil dobras e o petróleo domestico a 13 mil dobras.  

Uma equipa do FMI, liderada por Maxwell Opoku-Afari terminou quarta-feira a segunda missão de avaliação do programa económico trienal do país apoiado pelo Programa de Facilidade de Crédito Alargado.

Essa missão considera que a economia de São Tomé e Príncipe “continua a ter um bom desempenho”, mas são necessários ainda cumprir “alguns desafios”.

O Fundo Monetário Internacional estima em 4% o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago, abaixo dos 5% projetados para este ano no âmbito do programa.

O FMI adianta que tal facto deve-se aos atrasos nos financiamentos externos em vésperas das eleições presidenciais que tiveram lugar em julho, com segunda volta em agosto.

Tiveram também “um impacto negativo na execução dos projetos de investimentos financiados com recursos a fundos externos, os constrangimentos no abastecimento do mercado, resultante das pressões sobre oferta de divisas e ainda o fraco crescimento do crédito”.

Segundo o relatório, dos 4% por cento atingidos em dezembro de 2015, a inflação atingiu os 5,5% no final de agosto deste ano “refletindo as pressões inflacionárias subjacentes as atuais limitações nos abastecimentos do mercado.

O FMI diz que até final de junho de 2016, o desempenho global ao abrigo do programa apoiado pela facilidade de Crédito Alargado foi em termos gerais satisfatório, “apesar de se terem verificado alguns atrasos e derrapagens antes das eleições de julho”.

A missão do FMI centrou as suas discussões com as autoridades são-tomenses nas politicas para resolver as quebras de receita tributaria através de “implementação decisiva de cobrança de atrasados tributários”.

Forma discutidas igualmente questões que se prendem com a manutenção, nos últimos meses do ano da despesa dentro dos limites dos recursos disponíveis, reforço da gestão das finanças publicas de modo a servirem de ancora ao programa de redução da divida.

Esta quarta-feira o chefe da missão do FMI para São Tomé e Príncipe, Maxwell Opoku-Afari disse a jornalistas que o país está em risco de endividamento e por isso vai controlar de forma mais rigorosa as suas despesas. M. Barro

 

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