ONU apoia Governo são-tomense a preparar estratégias

de proteção marítima e ambiente marinho

Vitrina 27 set - Dois peritos brasileiros ao serviço das Nações Unidas iniciaram esta terça-feira 27, na capital são-tomense um “exercício de simulação” de dois dias destinado a desenvolver estratégias marítima nacionais bem como planos de contingência sobre o mar.

O evento em que tomam parte cera de 30 agentes ligados ao problema do mar propõe incentivar uma abordagem multissetorial para a aplicação da lei do mar, a luta contra o narcotráfico, controle de fronteiras, reforço da segurança, proteção marítima e proteção do ambiente marinho.

A finalidade desse exercido, inserido na semana internacional do mar em São Tomé e Príncipe iniciada hoje, é a “construção de capacitação a nível nacional e promover a cooperação dentro e entre estados a nível regional”, disse Gisela Vieira, consultora da ONU para os direitos do mar.

O diretor do Instituto Marítimo Portuário são-tomense (IMAP), Jorge Coelho sublinhou a necessidade do país elaborar uma política sobre marina mercante para explorar as potencialidades marítima são-tomense, acredita que São Tomé e Príncipe está a “perder muito” com os acordos estabelecidos com a União Europeia no âmbito das pescas.

“O país não tem noção de quanto pescado sai das nossas águas no âmbito do acordo com a União Europeia (EU). Os barcos vêm para as nossas águas, capturam peixe e zarpam sem que ninguém saiba. Isso não é bom para a economia do país”, explica.

Critica, com veemência, a forma como os pesqueiros dos países com licença da EU capturam o tubarão e o atum nas águas territoriais do arquipélago.

“O que fazem em São Tomé e Príncipe com o tubarão e o atum é uma chacina autêntica, sofisticada, destinada a terminar com estas espécies”(...) estas espécies estão a ser exterminadas”, diz o diretor do IMAP, Jorge Coelho.

Em finais de agosto, recorde-se um pesqueiro da União Europeia foi apresado na zona económica exclusiva são-tomense com várias toneladas do tubarão azul. A embarcação ficou retida durante 13 dias e acabou sendo liberada depois do pagamento de uma coima, cujo montante as autoridades são-tomenses não revelaram.

 Na semana em que todas as atenções estão voltadas para o mar como fonte de riqueza, o ministro das infraestruturas, recursos naturais e ambiente lembra que “ o índice de tráfico marítimo que atravessa frequentemente a nossa zona económica exclusiva é bastante grande”.

“O transporte marítimo não é apenas um veículo de comércio global, mas também uma forma de contribuir significativamente como uma grande indústria em particular e como uma importante fonte de renda para muitos países em desenvolvimento”, explicou Carlos Vila Nova

“Do ponto de vista económico, 95% de todo o comércio são-tomense é viabilizado pela via marítima, o espaço marítimo do arquipélago é 160 vezes maior que o terrestre, razão pela qual a política marítima são-tomense merece um espaço de relevância tendo em conta a histórica ligação que sempre tivemos ao mar”, acrescentou o governante. M. Barros

Voltar 

 

 

 

 

"Vitrina", Propriedade da PRESSCO, Lda., Sociedade de Prestação de Serviço nas Áreas da Comunicação Social - Contribuinte nº

199150 - S. Marçal - S.Tomé - RDSTP,  Cx. Postal  628 - Telm: +239 990 33 30

diariovitrina@hotmail.com  / Webmaster HSA