São Tomé e Príncipe vai ter em outubro um 'call center' para a MEO

Vitrina 25 set  – São Tomé e Príncipe terá, a partir de outubro, um 'call center' que irá prestar serviços a clientes em Portugal da MEO, disse à Lusa o diretor executivo deste novo projeto.

 “Nós já trabalhamos cá em Portugal com 'call center', nomeadamente para a MEO, e aquilo que vamos fazer em São Tomé e Príncipe é focar também no ramo dos 'call center' e tudo o que tenha a ver com tecnologias e inovação”, disse à Lusa Carlos Velho, diretor executivo da STP Tecnologias e Inovação.

Carlos Velho explicou que em Portugal emprega entre 15 e 20 pessoas e que o novo projeto de 'call center' em São Tomé e Príncipe vai também prestar serviços para a empresa de telecomunicações portuguesa MEO, atendendo clientes que estão em Portugal.

“Nós vamos montar este 'call center' em São Tomé e Príncipe com capital totalmente privado”, salientou, afirmando que serão investidos inicialmente cerca de 700 mil euros.

De acordo com o diretor executivo, este novo projeto terá como parceiro a Viatel, empresa do setor da engenharia de redes de telecomunicações, como também já acontece em Portugal.

“Será um 'call center' totalmente informatizado e vamos levar de Portugal formadores e também vendedores já experientes para dar formação teórica e prática”, referiu ainda.

Segundo Carlos Velho, neste início do projeto, o 'call center' terá cerca de 50 funcionários.

“Teremos um mês de formação em setembro e depois vamos começar as atividades no princípio de outubro”, afirmou.

“O nosso intuito é empregar mais pessoas de São Tomé e Príncipe para ajudar o país a desenvolver-se, sermos uma mais-valia. Há muita falta de emprego, principalmente entre os licenciados que vieram estudar em Portugal e não conseguem entrar no mercado de trabalho em São Tomé”, acrescentou.

Segundo o diretor executivo, a longo prazo, pretendem chegar a ter 600 funcionários em São Tomé e Príncipe, “já que o projeto abrange várias áreas da tecnologia, inovação e energia renovável, como painéis solares”.

“Para além dos funcionários do 'call center', por exemplo, teremos técnicos para instalação de serviços nas casas dos clientes, assim como haverá a criação de infraestruturas para a rede a nível de fibra ótica, colocação de postes e obras públicas para dar suporte a tudo isso”, afirmou.

Carlos Velho acrescentou que pretende, posteriormente, estender a sua atividade para dentro de São Tomé e Príncipe e também a países vizinhos da África Ocidental.

O diretor executivo disse que há ainda muita carência de serviços de telecomunicações, de inovação e energias renováveis em São Tomé.

“O público-alvo em São Tomé não tem acesso, por exemplo, a um pacote de 15 canais europeus ou de filmes. Vamos entrar para suprir uma parte desta carência”, sublinhou.

Carlos Velho disse que tem “grandes expectativas para o projeto” e que lhe agrada muito a realidade de São Tomé e Príncipe, comparando com outros países, já que “não há grande criminalidade e é muito tranquilo”.

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