Associação de jornalista pede Ministério Publico para investigar denúncia do primeiro-ministro

Vitrina 21 set - A Associação dos Jornalistas São-tomenses (AJS) pediu hoje ao Ministério Publico (MP) a abertura de uma investigação sobre a denúncia feita pelo primeiro-ministro Patrice Trovoada que acusou “um jornalista independente” de possuir “arma de guerra”.

Há cerca de duas semanas, Patrice Trovoada, durante uma das habituais conferências de imprensa com os órgãos públicos de comunicação social disse ter informações de que “um jornalista independente” tem “arma de guerra” fornecida pela presidência da Republica, durante o mandato de Pinto da Costa.

“A suspeição lançada pelo Sr. Primeiro-ministro, segundo a qual poderia haver jornalistas mercenários, com base numa suposta arma de guerra que teria sido entregue pela Presidência da República é extremamente grave para ficar sem resposta por parte da nossa Associação, que tem o dever de defender os interesses e a imagem da classe”, diz Juvenal Rodrigues, presidente da AJS, a saída do Ministério Publico, onde entregou uma exposição esta tarde, solicitando uma investigação “para que o tal jornalista seja identificado”.

Por outro lado, como na política nada é inocente, é legítimo interpretar-se de que as declarações do chefe do governo esconde alguma intenção, que sob qualquer ângulo não é nada positivo, sobretudo para os profissionais que pretendem fazer o seu trabalho de forma independente.

“O governo tem todos os instrumentos em seu poder para poder investigar e identificar esse jornalista até agora fantasma e tomar as medidas que se impõem, tendo em conta que o porte e uso ilegal de armas de guerra é crime”, acrescentou.

Daí que a Associação dos jornalistas São-tomense pretende que o Ministério Publico “abra uma investigação de modo a clarificar este assunto” que tomou igualmente posições sobre “Vários outros fatos nos últimos meses relacionados com a imprensa”.

Entre esses fatos a AJS faz alusão a um jornalista da RTP África que teria sido impedido, por alegada indicação do primeiro-ministro, de fazer cobertura de uma conferência de imprensa dada pelo chefe do governo no mês passado, no palácio do governo.

A Associação dos Jornalistas promete igualmente remeter o assunto ao Conselho Superior de Imprensa, Federação de Jornalistas da CPLP, Federação Africana de Jornalistas, Federação Internacional de Jornalistas e Repórteres Sem Fronteiras. M. Barros

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