70% das crianças são-tomenses são pobres e têm falta de proteção social - Unicef

Vitrina 23 set - Um relatório do Fundo das nações Unidas para Infância (Unicef) indica que mais de 70 por cento de crianças são-tomenses são pobres e “apresentam maior vulnerabilidade relativamente a situação da proteção social”.

O relatório foi divulgado em meados de Maio deste ano pela representante adjunta do Unicef para São Tomé e Príncipe, Ainhoa Jaureguieitia, que avançou três aspetos deste documento como “os mais preocupantes”.

“O primeiro é a proteção das crianças contra a violência, abuso sexual, negligência, abandono e trabalho infantil. O segundo aspeto é o saneamento. Um grande número de crianças e suas famílias ainda o ar livre para fazerem as suas necessidades e o terceiro aspeto é a área da nutrição. Há um nível de anemia bastante elevado nas crianças”, explicou Ainhoa Jaureguieitia.

O relatório do Unicef que analisa da situação das crianças em São Tomé e Príncipe é produzido em cada cinco anos, estabelece também a diferença entre as crianças das diferentes regiões do país e o número de agregados familiar.

Devido a pertinência da situação, o fundo das Nações Unidas para Infância pretende organizar um debate envolvendo representantes da sociedade civil, governantes e a própria população.

O Unicef acredita que é possível encontrar-se “uma melhoria” para o atual quadro “através de uma coordenação multissetorial de todos os ministérios envolvidos, sociedade civil, pais comunidades e as famílias”.

“Pretendemos chamar a atenção das pessoas com dados reais que temos para ver se encontramos uma solução para o problema das crianças”, sublinha a representante do Unicef.

Em São Tomé e Príncipe as crianças representam cerca de 50% da população.

O governo reconhece que “muito ainda resta por fazer de modo garantir a crianças a plenitude dos seus direitos, conferindo-lhes as condições para integrarem positivamente o processo de desenvolvimento económico e social do país”.

O ministro da economia e cooperação internacional, Agostinho Fernandes sublinhou que diante desse quadro é preciso que “não nos enganemos na terapia dos problemas que ainda afligem as nossas crianças, cometendo o erro de nos focarmos nos efeitos, esquecendo-nos das suas verdadeiras e profundas causas”.

“A maior disponibilidade de dados hoje existente sobre a situação das crianças em São Tomé e Príncipe, fruto dos vários estudos e inquéritos realizados nos últimos anos oferece aos decisores políticos oportunidades acrescidas de reflexão e adoção de soluções mais consentâneas com os desígnios da Convenção sobre os Direitos das Crianças”, acrescentou o governante. M. Barros

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