Presidente da mais importante Câmara de São Tomé acusa governo de “força de bloqueio”

Política 22 de Abril de 2016 Vitrina O presidente da câmara de Agua Grande, a principal autarquia do país, Ekeneide dos Santos acusou esta sexta-feira o governo de estar “dificultar” o desenvolvimento do distrito.

 “O que temos vindo a constatar é a diminuição de investimentos no distrito, projetos de investimentos e de interesse nacional apresentados pela autarquia negados ou dificultados”, disse Ekeneide dos Santos que falava por ocasião de mais um aniversário da elevação de São Tomé a categoria de cidade.

Em mensagem por ocasião de mais um aniversário da cidade de São Tomé, chama a atenção do executivo para maior envolvimento no desenvolvimento da capital, sublinhando que não se pode “desejar que as coisas corram mal para a câmara”, e pediu ao governo para que “seja facilitador e não força de bloqueio nas ações da câmara”.

É necessário unir os esforços e que não faz sentido cada um no seu canto desejar que as coisas corram mal para a câmara de Água Grande, porque se o distrito de Água Grande, se a cidade de São Tomé, fracassarem será um fracasso do país e não só da autarquia de Água Grande”, concluiu.

O presidente da principal autarquia do país que abrange a capital do país, eleito pelo partido no poder, Ação Democrática Independente (ADI) lembrou que “Agua Grande” é a principal porta de entrada no país, pelo que não compreende como o governo apresenta aos doadores em 2015 uma agenda de transformação, “mas a capital não tem beneficiado de investimentos”.

A cidade de São Tomé que completou hoje 482 anos confronta-se com graves problemas particularmente de salubridade, criminalidade e doenças.

“A salubridade constitui hoje um calcanhar de Aquiles para a cidade. As transferências de verbas do poder central para a câmara são ínfimas, e cada vez mais o seu desbloqueamento é moroso, o que cria problemas de gestão quotidiana”, desabafou Ekeneide dos Santos.

“O lixo constitui hoje um sério problema, há que se encontrar forma descentralizada na sua gestão e recolha, porque só assim podemos dar uma nova roupagem a nossa cidade e cativar os turistas que por cá passam», acrescentou.

Diz que essa tarefa não pode ser apenas da responsabilidade da câmara que não tem meios financeiros para manter a cidade limpa.

“A tarefa não pode ser somente da câmara, o Governo deverá participar decididamente enquanto facilitador e não como elemento de bloqueio nas ações da câmara. Assim não avançamos, assim o país não cresce, não cria riqueza e consequentemente a vida das pessoas não há de se melhorar”, sublinhou o presidente da edilidade. M. Barros

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