Praga compromete produção de milho e outras culturas em São Tomé

Sociedade 18 de Abril de 2016 Vitrina A produção do milho e outras culturas de consumo interno em São Tomé e Príncipe está comprometida este ano por causa de pragas que afetam todo o país, anunciou o ministro da agricultura, Teodorico Campos.

 “Por aquilo que nós constatamos, a maneira como a praga está a dizimar as culturas, isso significa que para este ano a produção está comprometida”, acrescentou o ministro.

O governo identificou essas pragas como sendo gafanhotos e “borboletas noturnas que atacam as plantas”.

O titular da pasta está a efetuar uma série de visitas a várias parcelas que o estado entregou aos agricultores para cultivo para se inteirar dos estragos causados.

“Esta praga iniciou no ano passado, a comunidade de Canavial (norte do país) é onde ela efetava mais os camponeses e as informações que temos hoje é que ela já está a agir a nível de todo o país, incluído a região autónoma do Príncipe”, lamentou o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

O governo manifesta-se preocupado com o nível da destruição das plantações.

“Quisemos ver mais de perto aquilo que aflige a vida dos agricultores, pois, além do milho fazer parte da dieta alimentar da nossa população, o governo está a apostar nesse produto para a produção de ração animal”, explicou o ministro numa lavra em Canavial.

A delegada para a agricultura do centro e norte da ilha de São Tomé considera que toda a agricultura do país “esta ameaçada”.

“A praga está instalada, todas a comunidades, principalmente aquelas que são produtoras de milho estão vulneráveis, porque ainda não temos uma solução imediata”, explica Aida Sequeira.

A responsável explica que em função da falta de uma solução imediata para combater a praga, técnicos no terreno estão apenas a “ identificar a situação e levar as informações para as autoridades competentes”.

O governo vê-se à braços com um problema, cuja solução imediata ainda não tem.

“Atendendo o avanço dos danos que as pragas estão causando do norte ao sul do país, a solução seria a utilização de um produto químico sistémico como alternativa para matar as lagartas”, explicou o diretor do Centro de Investigação Agronómica e Tecnológica (CIAT) Severino Espírito Santo.

“O produto químico mais aconselhado para esse tratamento não temos no país porque está interditado a nível internacional”, acrescentou o diretor do CIAT.

O governo vai, por isso, pedir ao Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) que envie ao país um perito nessa área para ajudar a combater as pragas.

Voltar 

 

 

 

 

"Vitrina", Propriedade da PRESSCO, Lda., Sociedade de Prestação de Serviço nas Áreas da Comunicação Social - Contribuinte nº

199150 - S. Marçal - S.Tomé - RDSTP,  Cx. Postal  628 - Telm: +239 990 33 30

diariovitrina@hotmail.com  / Webmaster HSA