Partido no poder em São Tomé e Príncipe anuncia novo adiamento do seu congresso

Política 31 de Março de 2016 Vitrina O partido Ação Democrática Independente (ADI) adiou para “data a ser anunciada posteriormente” o seu congresso que deveria ser realizado no final de março, indica o partido em comunicado.

O ADI justifica em comunicado assinado pelo seu secretario geral, Levy Nazaré que “motivos de logística e outros” como estando na base do adiamento do seu congresso.

Esta é a segunda vez que o partido do governo adia o seu congresso.

O primeiro adiamento foi anunciado pelo próprio presidente do partido, Patrice Trovoada em maio do ano passado quando falava a jornalistas durante aquilo que classificou de “balanço de seis meses do seu governo”.

O congresso deveria ter lugar entre abril e maio, mas nessa altura o líder da ADI considerava necessário que seu partido “tem margens para crescer, tem uma liderança estável e segura” e que é necessário “dar oportunidade a muito mais gente”.

O segundo adiamento foi anunciado durante a visita ao centro de leiteiro de Nova Olinda, cerca de 15 quilómetros a sul da capital, construído com financiamento do governo taiwanês.

Na altura, Patrice Trovoada avançou finais de setembro a outubro como data indicativa para a realização do congresso deste partido.

“O congresso do ADI, ele não terá lugar antes de finais de setembro, eu diria outubro. Não será antes por uma razão que tem a ver com uma melhor preparação do congresso”, dizia na altura, Patrice Trovoada.

Fontes do partido disse a Lusa que o ADI que venceu as legislativas em agosto de 2014 com maioria absoluta de 33 dos 55 deputados vê-se à braços com “problemas internos” que estão a comprometer a realização do congresso.

Na primeira semana de Fevereiro, a Ação Democrática Independente reuniu-se em conselho nacional alargado e anunciou que em março apresentava o seu candidato às eleições presidenciais de julho próximo.

A decisão saiu do seu conselho nacional que mandatou a comissão política para encontrar uma figura consensual que vai ser ratificada em congresso do partido que deveria ter lugar em finais de Março.

“O ADI precisa, de fato, do apoio da base para escolher não só um candidato mas fazer com que esse candidato possa vencer as eleições presidenciais”, disse o seu presidente, Patrice Trovoada.

Este sábado terminam os trabalhos de atualização dos cadernos eleitorais internos e na diáspora e o presidente da Comissão Eleitoral Nacional são-tomense (CEN) Adelino Pereira deverá fazer o balaço desses 60 dias de trabalho, altura em que se saberá quantos novos eleitores vão poder votar. M. Barros

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