FMI recomenda governo de São Tomé a melhorar sistema de arrecadação fiscal

Politica 09 de Fevereiro de 2016 Vitrina O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou terça-feira ao governo são-tomense para “melhorar a arrecadação fiscal e reforçar o sistema financeiro”.

A diretora do departamento áfrica do FMI, Antoniette Saieh terminou terça-feira uma visita de três dias ao arquipélago e em conferência de imprensa sublinhou a necessidade do executivo “reforçar a economia e consolidar o crescimento a um nível mais elevado”, devendo por isso prosseguir com outras reformas importantes.

“Neste momento São Tomé e Príncipe apresenta perspetivas económicas encorajadoras” disse Antoniette Saieh, prevendo que o Produto Interno Bruto do país cresça 5% este ano, “graças a um maior investimento público, uma recuperação da produção do cacau, o aumento do investimento publico, uma recuperação da produção de cacau e um aumento de investimento estrangeiro em turismo”.

A diretora do departamento áfrica do Fundo Monetário Internacional que se desloca pela primeira vez a São Tomé encontrou-se com o primeiro-ministro Patrice Trovoada, o presidente da Assembleia Nacional (parlamento), josé da Graça Diogo, ministro das finanças e da administração pública, deputados, doadores, representante do setor privado e da sociedade civil.

Esses encontros, permitiram a Antoniette Saieh ter “uma compreensão mais abrangente das perspetivas económicas e dos desafios” do país.

Lembra que em julho do ano passado assinou com as autoridades são-tomenses um programa no âmbito do instrumento do crédito alargado de 6,2 milhões de dólares, destinado a consolidação das finanças públicas, a redução das debilidades da balança de pagamentos e a regulação das dívidas internas em atraso, particularmente com a Empresa nacional de Combustíveis e Óleo (ENCO).

São Tomé e Príncipe vem implementando com o FMI e o Banco Mundial um Programa de Ajustamento Estrutural (PAE) há cerca de 30 anos cujos resultados segundo economistas ainda não deu o resultado esperado.

“De facto é uma relação de longa data e é claro que houve altos e baixos nessa relação do FMI com São Tomé e Príncipe. Não estritamente uma relação financeira porque o fundo também dá assistência técnica solicitada pelas autoridades, coordena a capacitação de quadros e também damos aconselhamento politico ao governo, assim como os parceiros internacionais que resolveram a questão da divida”, disse Antoniette Saieh.

“Uma das conclusões a que chego é que todas as partes interessadas refletirem sobre os contributos que podem dar para os esforços difíceis de reformas para que o vosso país possa obter um maior crescimento”, acrescentou Antoniette Saieh que deixa hoje São Tomé e Príncipe.

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