PM são-tomense promete decisão “dentro de dias” sobre pedido de demissão do ministro da justiça

Politica 03 de Fevereiro de 2016 Vitrina O primeiro-ministro são-tomense Patrice Trovoada prometeu esta quarta-feira que vai tomar uma decisão sobre o pedido de demissão do ministro da justiça e dos direitos humanos, feito no passado dia 01 deste mês “dentro de dias”.

“Dentro de dias saberão qual é a minha posição”, disse Patrice Trovoada que manifestou desagrado com as declarações do seu ministro da justiça e dos direitos humanos.

“As pessoas têm que ter mais responsabilidades quando falam e quando assumem determinados cargos e é esse aspeto que me preocupa mais; que as pessoas assumam as suas responsabilidades e que levam as suas funções e as instituições muito a sério”, acrescentou.

O primeiro-ministro foi interpelado por jornalistas no final a cerimónia hoje da celebração de mais um 03 de fevereiro, Dia dos Mártires da Liberdade em Fernão Dias, cerca de 15 quilómetros a norte da capital.

No final do mês passado Roberto Raposo foi convocado por uma comissão especializada da assembleia nacional para abordar a questão do aumento da criminalidade no país, particularmente relacionados com a criminalidade jovem.

Durante audição, acusou os tribunais e o ministério público de “instituições com um bando de incompetentes”, acusando os juízes e magistrados do ministério público de corruptos.

“Eles são os verdadeiros culpados desta situação. São os magistrados os responsáveis em primeira linha por esta situação”,

Sublinhou ainda que o problema dos tribunais está em quem aplica as leis.

“Os senhores sabem perfeitamente, temos aplicadores da lei que não têm vocação. Temos magistrado que não tem vocação para ser magistrado. Temos juízes que não têm vocação para serem juízes, temos procurador que não tem vocação para ser procurador”,

As declarações do ministro foram postas a circular num órgão de imprensa privado, obrigando Roberto Raposo a colocar o seu cargo a disposição do primeiro-ministro.

Patrice Trovoada reconheceu que Roberto raposo foi “consequente e coerente” ao colocar o seu cargo à disposição.

“As declarações do ministro foram tornadas públicas e produziu o efeito que nós conhecemos. O ministro foi consequente e coerente, eu tenho que louvar essa atitude porque no nosso país muitas vezes as pessoas não assumem as suas responsabilidades”, acrescentou.

Considerou a divulgação dessas declarações como um “incidente lamentável que eu espero vai ser esclarecido e não gere mais polémicas”.

“Toda a gente sabe qual é o estado da justiça, entrou agora num estado de reforma com inspeção e outras ações e esta reforma deve ser conduzida em plena serenidade. Daí o meu apelo”, explicou o chefe do executivo são-tomense.

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça, José Bandeira também presente na cerimónia manifestou desagrado com as declarações do ministro da justiça contra o sistema judiciário do país.

“Não me agradou nem a mim, nem a nenhum magistrado e creio também que a nenhum são-tomense de bom senso”, disse José Bandeira, considerando que essas acusações apenas “engajam ao ministro”.

O presidente do Supremo considera ainda que a atitude do titular da justiça e dos direitos humanos “não fragiliza o sistema (judiciário) porque o sistema não é isso que foi demonstrado pelo ministro”. M. Barros

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