Governo são-tomense coloca unidades sanitárias em alerta por causa do vírus Zika

Sociedade 29 de Janeiro de 2016 Vitrina O governo são-tomense colocou todos os centros de saúde do país em alerta por causa do vírus Zika, disse esta sexta-feira a jornalistas o diretor dos cuidados primários de saúde, Amadeu Maia.

 “Nós estamos em situação de alerta, estamos a sensibilizar os nossos clínicos, os nossos serviços de saúde, o setor de vigilância epidemiológica também está a fazer o seu serviço, estão em contacto com as agências que levam as nossas amostras para os Camarões para que tenhamos tudo pronto para uma situação de emergência”, explicou o responsável.

 “Todos nós aqui em S. Tomé conhecemos esse tipo de mosquito, convivemos com ele dia-a-dia”, disse o médico, referindo-se a um tipo de mosquito que existe no arquipélago.

“Nós até agora não temos nenhum caso declarado de Zika, nem suspeita, mas estamos em alerta”, acrescentou Amadeu Maia.

A existência deste vírus em Cabo Verde, país com o qual São Tomé e Príncipe tem duas ligações áreas semanais está a preocupar as autoridades.

“O governo está a contactar as agências de viagens, para que todos os aviões que saem de Cabo Verde com ligação a São Tomé sejam pulverizados na cabine dos passageiros, bem como nos porões para não haver caso de mosquitos infetados que venham deste país para são Tomé”, sublinhou o diretor são-tomense dos cuidados de primários de saúde.

A maior preocupação das autoridades sanitárias do país é porque “o agente transmissor existe no nosso país e isso já constitui um problema”.

Amadeu Maia explicou ainda que as autoridades sanitárias do arquipélago estão a preparar junto aos nossos parceiros “a forma como a fazer com que as nossas amostras cheguem ao laboratório de referência em Yaoundé” em caso de alguma suspeita do vírus.

Os cidadãos estão a ser aconselhados a tomarem as medidas de proteção como usarem calças e camisas mangas compridas, dormirem em casas onde existem ar condicionado, alertando também que o Zika é uma doença, “cujos sintomas podem passar despercebidos”.

Considera que o Zika “não é uma doença viral complicada” e garante por isso que “não haverá casos de morte”.

“O que nos preocupa mais é o caso das mulheres grávidas por causa das complicações que poderão surgir com o feto”.

Apesar do estado de alerta em que as unidades sanitárias foram colocadas, o governo são-tomense ainda não criou uma equipa de emergência para afeito, sublinhando que noutros países tem-se apenas lutado contra o vetor através de pulverização.

“Nós ainda não temos essa equipa preparada, estamos a preparar para isso, estamos em contacto com os nossos parceiros, principalmente a OMS que é o parceiro que tecnicamente tem-nos apoiado em situações como essa”, concluiu Amadeu Maia. M. Barros

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