Professores são-tomenses iniciaram paralisação em todos os centros de ensino

Sociedade 06 de Fevereiro de 2016 Vitrina Praticamente todos os centros do ensino do país estão paralisados esta terça-feira devido a greve “por tempo indeterminado”convocada pelo sindicato dos professores e educadores de São Tomé e Príncipe (SINPRESTEP).

O secretário-geral do sindicato, Gastão Ferreira fala em “pelo menos 90% de adesão” e refere o Distrito de Agua Grande, o maior do país, com uma adesão de 100 por cento.

O líder do sindicato dos professores sublinha que continua aberto as negociações com o governo.

«Estamos abertos as negociações. Se o Ministro da Educação quiser negociar, resolveremos o problema imediatamente», afirmou o líder sindical a jornalistas, sublinhando que elas “as negociações) devem decorrer na base de interesse de todas as partes”.

As reações dos pais e encarregados de educação divergem quanto a paralisação das aulas.

“Ainda praticamente as aulas começaram e eles (os professores) já estão a fazer greves, como é que ficam as nossas crianças? Isso só provoca atrasos no ano letivo, ou vai obrigar as crianças a estudarem a dobrar”, disse a Lusa Clemente de Oliveira.

Eles têm toda a razão. Os nossos professores auferem pessimamente mal, além de que outros têm que sair do sul para ir dar aulas até norte, sem garantias de dinheiro para transporte. Isso é desonesto”, opinou, por seu lado Juvência Valentim, mãe de uma aluna da terceira classe.

Os professores reivindicam a melhoria da “situação sócio económica precária dos professores e educadores”, necessidade de “dignificação da classe docente” e reclamando “falta de condições de trabalho”.

No último fim de semana, uma comissão do governo composta pelo Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Afonso Varela, das Finanças e Administração Publica, Américo Ramos e da Educação, Cultura e Ciência, Olinto Daio e representantes do SINPRESTEP estiveram reunidos a tentar encontrar uma saída que pudesse evitar a paralisação, o que não aconteceu.

Gastão Ferreira, disse que nessas negociações com o Governo registou-se “avanços” quanto as reivindicações relacionadas com a melhoria das condições de trabalho dos professores e educadores.

A falta de entendimento entre as duas partes resulta da “insensibilidade do governo quanto a atualização dos salários dos professores e educadores de infância”, explicou.

Na segunda-feira as partes voltaram às negociações durante cerca de três horas mas sem se chegarem a consenso.

Segundo Gastão Ferreira, o governo apresentou ao sindicato cinco cenários para atualização dos salários que depois de analisados o sindical dos professores, apresentou uma contraproposta ao Governo.

“O Sr. Ministro da presidência do conselho de ministros, disse que não poderia decidir sobre a contraproposta. Só o Primeiro-ministro o poderia fazer, mas que o Chefe do Governo se encontra ausente do país”, adiantou o responsável.

O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada encontra-se de visita de trabalho desde sábado a Marrocos, devendo de seguida partir para Portugal. O regresso ao país está previsto para o próximo sábado. M. Barros

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