PM são-tomense disponível a dialogar com professores recusando-se a “dar o que não tem”

Politica 27 de Janeiro de 2016 Vitrina O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada disse hoje que está disponível para dialogar com os professores mas sublinha que “não pode dar aquilo que não tem”.

 “Podemos discutir, podemos sobretudo apresentar toda a classe do professor desse país aquilo que o governo tem estado a fazer e vamos a discussão, vamos ao diálogo, vamos tentar alguns consensos que são necessários, vamos procurar a melhoria que nós podemos, mas não podemos dar aquilo que nós não temos”, disse Patrice Trovoada.

O sindicato dos professores e educadores de São Tomé e Príncipe (SINPRESTEP) marcou para 26 deste mês uma paralisação por tempo indeterminado.

O pré-aviso de greve foi entregue no Ministério da Educação, cultura e ciência, no dia 14 deste mês e nele os professores exigem a melhoria da “situação sócio económica precária dos professores e educadores”, necessidade de “dignificação da classe docente” e reclamando “falta de condições de trabalho”.

O secretário-geral do SINPRESTEP, Gastão Ferreira disse a Lusa que a entrega do pré-aviso da greve é consequência de “uma série de negociações” com o ministério da educação Olinto Daio que não resultaram em consenso para “resolver esses problemas que afetam os professores”.

“Tem havido um grande esforço no sentido de lidar com o setor da educação, dialogar, fazer um certo número de melhorias, quer no que diz respeito a carreira docente, quer no que diz respeito aos subsídios de transporte, quer analisando, caso a caso, a situação particular de alguns professores, diretores, grupos de professores ou de algumas categorias de docentes”, diz o primeiro-ministro.

Patrice Trovoada sublinha ainda que o seu governo tem procurado inclusive fomentar “uma atitude de inclusão” e recorda a iniciativa que o ministério da educação que reuniu no mês passado “todos os ministros da educação que São Tomé e Príncipe conheceu para discutirmos uma preocupação de todos que é a educação nacional”.

Garante que “o governo está tranquilo” e tem consciência de “estar sempre disponível em fazer todo o esforço na medida da limitação do nosso país para que a educação se porte melhor”.

“Se os sindicatos acharam que a melhor via é a greve, iremos ver. É um direito, iremos ver. Agora eu quero que as pessoas tomam consciência de uma coisa: não podemos dar aquilo que não temos”, acrescentou o governante. M. Barros

 

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