Governo de Patrice Trovoada quer melhorar indices de produtividade do sector público e privado

Por: Doutor Paulo Andrade Félix

Opinião 09 de Dezembro de 2014 Vitrina Os primeiros sinais dados pelo Governo de Patrice Trovoada são claramente animadores e mostram a preocupação do seu Governo em melhorar os índices de produtividade do setor público e privado e em combater a corrupção, fortemente entranhada na administração pública santomense.

A agenda deste Governo é bastante exigente e deve pô-la em prática sem hesitações porque esta é a única via para credibilizar e fortalecer as instituições que compõem o motor do funcionamento do Estado. Só desta forma, é possível atrair investimento estrangeiro para setores vitais da economia santomense.

Falando em instituições do Estado, como macroeconomista, não posso deixar de focar a minha análise no papel do Banco Central.

O Banco Central, para além do seu papel de supervisão bancária, atua na prática como um Banco do Governo, mantendo o seu saldo, agindo como agente fiscal e caixa, bem como conselheiro em questões económicas e financeiras. Cabe ao Banco Central:

1.       Fornecer empréstimos ao Governo para ajudar a financiar os déficits fiscais, seja através do empréstimo direto ao Governo, seja através da compra de títulos.

2.       Administrar as contas bancárias do Governo, agindo como seu agente fiscal.

3.       Fornecer aconselhamento técnico ao Governo em Política monetária e negócios financeiros domésticos e externos.

4.       Fazer a administração da dívida ou auxiliar o Governo nessa tarefa.

5.       Fazer previsões que possam ser tomadas em consideração pelo Governo na formulação de decisões sobre a gama de políticas económicas, bem como fornecer fundamentos que sustentam essas previsões

Por esses motivos, torna-se imperioso e urgente que o Governo tenha uma equipa de governação do Banco Central capacitada, experiente e, sobretudo, não contaminada pela influência de interesses estranhos. Ora, conhecendo a realidade de S. Tomé e Príncipe, os atuais dirigentes do Banco Central são simultaneamente agentes políticos comprometidos com interesses contrários aos do atual Governo, que foi legitimado pelo Povo Santomense em eleições com maioria absoluta. Além disso, ficou evidente que o ADI ganhou eleições com um programa eleitoral claramente reformista. Em Política não há tempo a perder e no caso do Banco Central impõe-se, com urgência, uma mudança completa da atual equipa.

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